quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Ligeiramente Grávidos (Knocked up)

Ligeiramente Grávidos é outra grande prova do talento de Judd Apatow

Em 2005, Judd Apatow dirigiu e roteirizou um filme de grande sucesso chamado O Virgem de 40 anos. A produção utilizava-se do politicamente incorreto de maneira inteligente e as sempre presentes escatalogias eram parte integrante de um longa afinado e hilário. Por isso, causou tanto burburinho em um mercado cada vez mais convencional.

Dois anos depois, Apatow chega denovo aos cinemas com esse Ligeiramente Grávidos. Felizmente, o diretor conseguiu alcançar as altas expectativas de público e crítica. Esse segundo filme do realizador é tão bom ou melhor do que seu debut, mais uma prova de seu talento singular no ramo da comédia.

O filme conta a história de Alison Scott, profissional dedicada e com futuro próspero na carreira em um canal de TV. Comemorando sua recente promoção, ela sai para uma "balada" e (depois de muitos drinques) acaba indo para a cama com o irresponsável Ben Stone. Alison espera que a noite seja rapidamente esquecida. Como o título explica, ela mudará a vida dos dois personagens.

Em Ligeiramente Grávidos, Apatow reafirma características que deverão pautar sua forma de conceber um filme: a não utilização de closes e takes fechados (o que prova que Apatow confia em seu roteiro e não recorre a piadas "fáceis" e físicas), a boa sintonia com os atores, a comédia derivada do constrangimento, os diálogos espertos e estruturados em gradação.

Katherine Heigl (recém premiada com o Emmy de melhor atriz coadjuvante em série dramática) oscila com talento entre os momentos dramáticos e cômicos da trama, algo muito difícil. Seth Rogen sempre soa perfeito para o papel de Ben Stone. Entre os coadjuvantes, Leslie Mann (Debbie) e Paul Rudd (Pete) provam novamente suas qualidades, especialmente o segundo.

Além dos 150 milhões arrecadados nas bilheterias dos EUA, Ligeiramente Grávidos conseguiu grande aceitação também entre os críticos. Eles cogitam até mesmo uma indicação ao Oscar de roteiro original para Apatow. Não seria um absurdo, é possível, mas bem improvável. Apesar de não acreditar, estou na torcida. É a melhor comédia de 2007, até o momento.

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