quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Resident Evil 3 - A extinção

Pouca coisa funciona. Mantém a tradição de filmes fracos da cinessérie.

O cinema comercial da atualidade já atestou que adaptar um jogo de vídeo-game para o cinema é uma tarefa ingrata, bastante desafiadora. Isso pode servir de alento para os produtores de Resident Evil 3 - A extinção, mais um fracasso na tentativa de "diálogo" entre os consoles e a tela grande.

O filme segue um comboio de sobreviventes ao vírus experimental produzido pela Corporação Umbrella. Eles querem chegar ao Alasca, onde acreditam que estarão protegidos. Enquanto isso, a heroína Alice (Milla Jovovich) é perseguida por cientistas.

Resident Evil 3 - A extinção fracassa porque soa como um "vídeo-game exibido no cinema", e não necessarimente como um filme. Lembrando um jogo de console, o roteiro é tratado como um coadjuvante das seqüências de ação. O roteirista Paul W. S. Anderson "ajuda" com sua mediocridade costumeira na qualidade do texto final.

Ao que parece, nenhum dos produtores lembrou de um detalhe óbvio: nos games, a interação do consumidor na ação pode compensar a falta de um argumento consistente. Nas "telonas", não. Por isso, o terceiro filme Resident Evil resulta fraco e nunca convence enquanto cinema.

O diretor Russell Mulcahy (que dirigiu o ótimo cult oitentista Highlander) pouco faz diante do limitado material. Nas cenas de ação, não consegue sobresair-se com uma filmagem totalmente previsível. O uso exagerado de câmeras lentas por parte de Mulcahy é o único motivo para que A Extinção dure 97 minutos. E, como já virou um clichê, a edição é frenética.

Para não dizer que tudo deu errado, podemos ressaltar o trabalho de direção de arte: uma ambientação interessante e satisfatória de Marco Niro. Além disso, a atriz/modelo Milla Jovovich continua convencendo como heroína de filmes de ação. Ainda assim, muito pouco para um filme que custou 50 milhões de dólares e já deixa o caminho para outra seqüência.

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