quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Superbad - É hoje

Definitivamente, um novo clássico teen. A melhor comédia da temporada.

Nesta sexta-feira (19/10), estréia nos cinemas brasileiros o último grande blockbuster do verão norte-americano: Superbad - É Hoje!. A comédia teen com um roteiro aparentemente comum surpreendeu com excelente aceitação entre a crítica especializada. As bilheterias confirmaram o sucesso: só nos EUA, o filme arrecadou 120 milhões de dólares - seis vezes o valor gasto com a produção.

A trama é centrada nos amigos Seth e Evan, dois garotos não-populares que estão concluindo o high school. Eles acabam sendo convidados para a festa de formatura da garota mais popular do colégio. No entanto, para entrar nela, eles terão que "descolar" a bebida. O filme narra a busca deles pelo álcool e todas as suas amalucadas conseqüências.

Superbad é o filme com maior número de piadas em muito tempo. São quase ininterruptas e todas funcionam - das mais grosseiras até as mais sutis. E existe muita escatalogia aqui. Mas, como nas obras recentes de Judd Apatow (que produz este filme), essas grosserias são usadas em favor de um conjunto maior, extremamente afinado, hilário e inteligente. Existem situações e diálogos antológicos para o nível das teen comedies, tudo concebido com o cuidado de um filme que nasce predestinado ao rótulo de "clássico" de seu gênero.


O roteiro de Seth Rogen (o protagonista de Ligeiramente Grávidos) e seu amigo de infância, Evan Goldberg, é certeiro e guarda uma fina análise da amizade masculina e dos problemas de ser um adolescente nos EUA, mais evidente no fim da projeção. As atuações são ótimas, com destaque para Christopher Mintz-Plasse, intérprete de Fogell, mas que ficou mais conhecido por McLovin - um geek tão memorável quanto os clássicos dos filmes oitentistas de John Hughes. A direção de Greg Mottola reverencia a qualidade do roteiro.

A companhia de um filme tão memorável e carismático deixa o público "órfão" depois dos 116 minutos de projeção. Fica um gosto de quero mais. Até porque o terceiro ato, que (como já disse) analisa o drama de ser um "quase adulto"e os vínculos da amizade, funciona tão bem quanto a parte mais bem humorada da trama.
Superbad "nasce" no mesmo patamar de clássicos absolutos das comédias teen, como as obras de John Hughes nos anos 80 (Curtindo a vida adoidado) e o memorável O Clube dos Cafajestes (1978). Trata de mais do que ótimas piadas, é um retrato original do adolescente de nosso tempo e das dificuldades que isso acarreta. Docemente desbocado e absolutamente brilhante.

Nenhum comentário: