O mercado cinematográfico brasileiro está vivendo sua maior crise desde a chamada "retomada" - ocorrida na segunda metade da década de 90 - devido a queda progressiva de espectadores das produções nacionais.
Os números chegaram a níveis alarmantes nesse ano. A participação de filmes brasileiros na arrecadação total dos cinemas no país caiu quase 3%, em relação ao ano passado. Em números brutos, isso significa que as produções nacionais desse ano juntas ainda não alcançaram sequer a bilheteria que o "fenômeno" Dois Filhos de Francisco fez sozinho em 2005.
A lista das dez maiores bilheterias do ano no país só inclui um filme produzido no Brasil: A Grande Família - O filme, assistido por pouco mais de dois milhões de espectadores e criticado pela exagerada influência "televisiva". Caso este seja o maior público de um longa brasileiro em 2007, será a pior performance de um recordista de bilheteria nacional nessa década. Veja lista dos maiores públicos de filmes brasileiros na década.
A queda de público tem um vilão principal: o avanço da pirataria. Tropa de Elite, o último filme brasileiro de 2007 com grande potencial de rendimento, já sofre com a pirataria antes mesmo de ser lançado. Enquanto outros dois filmes promissores, Cidades dos Homens - O Filme e O Primo Basílio, decepcionaram nas bilheterias, aparentemente mais interessado nos blockbusters ianques.
Em meio a todo esta crise, um ponto positivo: nunca o Brasil fez tantos filmes em um único ano. Estima-se que o país produziu cerca de 100 produtos cinematográficos apenas em 2007 (fonte: Diário do Nordeste). No entanto, já há quem defenda que a produção deve ser reduzida. Afinal, se a tendência se mantiver, não teremos público para consumir tantos filmes.
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