terça-feira, 14 de agosto de 2007

O fator Willis

Duro de Matar 4.0 é um grande filme de ação com Bruce Willis. E o ator faz toda a diferença.

Os tempos mudaram, não os ícones. Tal tese vem sendo comprovada nas salas de cinema atuais. Depois do sucesso do magnífico Rocky Balboa, foi a vez do policial John McClane ser retirado da "aposentadoria". Depois de quase 20 anos do longa original, Duro de Matar 4.0 chega aos cinemas.

Só nos EUA, a produção arrecadou mais de 125 milhões de dólares. O site americano Rotten Tomatoes (que arquiva e "mede" críticas cinematográficas das publicações ianques) apurou 80% de aceitação para o filme. Duro de Matar 4.0 pode ser considerado um sucesso.

Nessa nova seqüência, McClane é um homem diante do fracasso familiar e sem prosperidade no trabalho. E, por uma questão de acaso (esse é o lema da cinessérie: John McClane é o homem certo, mas na hora errada), acaba envolvido em uma trama de terrorismo virtual que ameaça causar um grande blecaute nos Estados Unidos.

Duro de Matar 4.0 não traz inovações aos filmes do gênero ação/aventura. O tema condutor da trama (informática) já soa um pouco batido, apesar de inegavelmente atual. Porém, os fãs da série sabem que a força dela sempre residiu-se nas grandiosas (e inverossímeis) cenas de ação. Nesse ponto, o filme não economiza. McClane dá de frente com carros, caminhões, helicópteros e até um jato militar - tudo muito empolgante e bem feito.

No entanto, o grande trunfo do filme é Bruce Willis. Não há ninguém melhor para ser John McClane. A intimidade do ator com o papel fica explícita a cada cena, fazendo o revival valer a pena. Com a liderança segura de Willis, o elenco de apoio pouco precisa fazer. A melhor é, de longe, Mary Elizabeth Winstead - intérprete da filha durona de McClane.

O roteiro é cheio de piadinhas, na maioria do tempo, eficientes. Os exageros, como em todo exemplar de Duro de Matar, estão lá. No entanto, no fim das contas, é isso que faz um grande filme de ação - junto com um astro como o "veterano" Bruce Willis.

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